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Notícias

Setembro Amarelo expõe a importância de falar sobre suicídio

Data de publicação: 16 de setembro de 2022
Fotos: Comunicação IPC
Créditos: Alcione Coutinho


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Suicídio: "A cada 40 segundos morre uma pessoa no mundo por suicídio". "A cada três segundos ocorre uma tentativa de suicídio no mundo". "Em cerca de 90% dos casos de suicídio há presença de algum sofrimento psíquico ou transtorno mental". Os números são alarmantes, porém, anda pouco revelados para o grande público. Foi com a proposta de dar voz a esse assunto que nasceu o Setembro Amarelo, o mês de prevenção ao suicídio.
Imbuído dessa proposta, o setor de Serviço Social do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Cariacica (IPC) realizou na sexta (16), a palestra "Setembro Amarelo - Conscientização e Prevenção ao Suicídio",  ministrada pelo psicólogo Clésio Venâncio. O palestrante abriu o evento provocando reflexões no público. Em seguida, foi explicando a forma como o suicídio foi encarado ao longo dos anos.

Com o tempo, entendeu-se que é preciso deixar de ter medo de falar sobre esse assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema. Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil, onde hoje 32 pessoas por dia tiram a própria vida. Por isso, a necessidade de deixar os preconceitos de lado e olhar com atenção para quem pede ajuda. Pois, na maioria das vezes, é possível evitar que pensamentos suicidas virem realidade.  

Suicídio é um gesto de autodestruição, realização do desejo de morrer ou de dar fim à própria vida. É uma escolha ou ação que tem graves implicações sociais. Vários motivos podem levar alguém ao suicídio. Normalmente, a pessoa tem necessidade de aliviar pressões externas como cobranças sociais, culpa, remorso, depressão, ansiedade, medo, fracasso, humilhação etc. Pessoas de todas as idades e classes sociais cometem suicídio. E, esse ato, acaba impactando outras pessoas: de cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente atingidas, sofrendo sérias consequências difíceis de serem reparadas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos suicídios podem ser evitados, pois, as pessoas que tentam suicídio pedem ajuda. É frequente pedir ajuda em momentos críticos, quando o suicídio parece uma saída. A vontade de viver aparece sempre, resistindo ao desejo de se autodestruir. De forma inesperada, as pessoas se veem diante de sentimentos opostos, o que faz com que considerem a possibilidade de lutar para continuar vivendo. Encontrar alguém que tenha disponibilidade para ouvir e compreender os sentimentos suicidas fortalece as intenções de viver.
Segundo Venâncio, é preciso perder o medo de se aproximar das pessoas e oferecer ajuda. A pessoa que está numa crise suicida se percebe sozinha e isolada. Se um amigo se aproximar e perguntar “tem algo que eu possa fazer para te ajudar?”, a pessoa pode sentir abertura para desabafar. Nessa hora, ter alguém perto pode fazer toda a diferença. E qualquer um pode ser esse “ombro amigo”, que ouve sem fazer críticas ou dar conselhos. Quem decide ajudar não deve se preocupar com o que vai falar. O importante é estar preparado para ouvir.

Além dessa rede de apoio familiar e comunitária, o psicólogo Venâncio ressaltou ainda como fatores de proteção:crenças religiosas ou espirituais,  práticas/estratégias positivas, políticas publicas estruturadas, comunicação responsável, e cultura da proteção da vida. "Toda vida importa! A ajuda pode ser conseguida na unidade de saúde mais próxima da sua casa e no CVV (Centro de Valorização da Vida) telefonando para o 188. Em caso de tentativa de suicídio acione o Samu, 192", frisou,

Além dos servidores do IPC, participaram da palestra equipe multiprofissional da Secretaria Municipal de Educação e (Seme) e profissionais das unidades de saúde de Bela Aurora e Itapemirim. "A palestra foi muito boa. Esse conteúdo é muito importante. Trabalhamos com temas sociais e procuramos o conhecimento para levar para os alunos", destacou a assistente social da Seme, Gláucia de Queiroz Franca.
Ao fim do evento, a diretora administrativo-financeira, Juliana de Lima Silva Rodrigues, e o diretor técnico-previdenciário, Paulo Lopes de Rezende Neto, agradeceram ao palestrante pela excelência do conteúdo transmitido à plateia e pela importância de trazer à tona temas tão relevantes à sociedade.




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