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Fonte: Uol
Data de publicação: 3 de abril de 2023
Fotos: Divulgação
Créditos: Alcione Coutinho
Como é envelhecer? Essa é uma curiosidade — e preocupação — de muita gente. Por ação do tempo, sobretudo quando mais avançados, será que todos nós ficaremos com visão e audição ruins, pele enrugada, postura envergada? A seguir falaremos do que é, ou não, inevitável, no processo de envelhecimento, conforme estudos de especialistas. Mas antes adiantam uma boa notícia para se querer ter longevidade: com os avanços da medicina e da tecnologia, podemos retardar o envelhecimento, ou deixá-lo menos evidente, da mesma forma se adotarmos desde já hábitos de rotina saudáveis.
De acordo com um estudo da Universidade de Duke (EUA), publicado em 2015 no periódico PNAS, é possível ter a mesma idade, mas, por conta da saúde, envelhecer mais cedo (até três anos biológicos por ano cronológico e parecer 20 anos mais velho) e apresentar piores índices de quociente intelectual, equilíbrio e maior risco de demência.
Transformações
Com o envelhecimento, um declínio geral é esperado, faz parte da natureza, mas não ocorrerá igual para cada pessoa, que passará pelas transformações de um jeito e no seu ritmo. E, além disso, não é todo idoso que tem acesso a tratamentos. Por exemplo, no caso dos implantes para perdas auditivas, eles chegam para menos de 5% do total de pacientes que poderiam ser beneficiados por essa tecnologia. Já os nevos (pintas), tendem a diminuir em número e clarear, ao passo que manchas solares, axiomas rubis (pintas vermelhas) e verrugas sebo seborreicas aumentam de tamanho e quantidade. Ainda assim, variam, e só o médico pode dizer se são próprios da idade ou merecem atenção.
Isso vale para alterações oculares, de comportamento, redução de audição e de mobilidade. Segundo os especialistas, todos nós vamos sofrer alguma perda na qualidade da visão. Porém, parte dos problemas podem ser tratados, desde que diagnosticados corretamente e no momento certo. É o caso de catarata e glaucoma.
Entre as doenças que podem causar cegueira, podemos citar retinopatia diabética, degeneração macular e deslocamento de retina, apontam os médicos.
Atividade física
Já que nosso último terço de vida depende muito de nós, incluir a atividade física na rotina pode contribuir para um envelhecimento saudável. Um segredo para não ficar corcunda seria a realização de exercícios abdominais e para costas para melhorar a sustentação do tronco. A questão é dar atenção à osteoporose, que pode levar a deformação na coluna e afundamento de vértebras por fragilidade e peso.
Quanto a deformações e tortuosidades em mãos e pés, idem. Segundo os especialistas, podem ter um componente genético, como uma artrose, mas também aumentar por sobrecarga (entra aí a obesidade) e esforços repetitivos, como no caso de quem tem predisposição para joanete e usa sapato com bico fino e salto alto por muitos anos.
Já com relação aos dentes, os dentistas explicam que envelhecem, mas a principal causa para perdê-los é a falta de cuidados. Do contrário, dá para manter até o fim vida os originais, que também são essenciais. Com o envelhecer, a produção estomacal de ácido clorídrico e de algumas enzimas reduz, o que dificulta o processo digestivo. Logo, ter todos os dentes ajuda bastante, na trituração e na boa absorção dos nutrientes.
Rugas, orelhas e nariz
Quando despontam as rugas, um processo a que todos, ou boa parte de nós, apresentará ao envelhecer, as mudanças na pele estarão muito relacionadas ao tipo de vida adotada por cada um. Pois, quanto maior a exposição à radiação solar, poluição, falta de sono, pouca hidratação, maior o número e a profundidade delas, além de despigmentação e rarefação de pelos e cabelos, e perda de firmeza da pele.
Um detalhe: orelha e nariz aumentam, pois somam-se a perda de colágeno, flacidez da pele e o efeito da gravidade, então essas estruturas cedem, ficam frouxas. Não tem a ver com crescimento, pois a orelha se desenvolve completamente até os 7 anos de idade e o nariz até por volta dos 15 anos. É um processo diferente dos ossos, que não aumentam com o passar dos anos. Antes, se estabilizam próximo dos 20 anos.
Por falar em esqueleto, ele também tende a ficar mais frágil, mas isso não significa que todos terão osteoporose. De maneira sutil, os idosos perdem massa e densidade mineral e com a desidratação dos discos intervertebrais da coluna, também um pouco da altura.
A partir dos 40, 50 anos é normal perder 1 cm por década. Sobre visão, é quase 100% a chance de se ter catarata após os 90 anos e, por volta disso, quase 70% terão algum comprometimento auditivo.