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Agosto Lilás: enfrentamento à violência contra a mulher

Data de publicação: 26 de agosto de 2022
Fotos: Comunicação IPC


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A importância do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o combate à violência contra a mulher, foi destaque no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Cariacica (IPC) nesta sexta-feira (26). O setor de Serviço Social, do instituto promoveu, às 9h, no auditório do instituto, uma palestra para alertar e combater todas as formas de violência contra as mulher.

De acordo com dados do Mapa de Mortes Violentas de Mulheres no ES: de A a Z, criado Pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), 54 mulheres foram assassinadas no Espírito Santo entre janeiro de 2022 até o início do mês de agosto. O projeto destina-se a apresentar taxas referentes a mulheres assassinadas. Isso significa que, infelizmente, o número de casos de violência é bem maior se fossem apurado números relacionados a outros tipos de violência, como: agressão física, tentativa de homicídio, ameaça, assédio, importunação, entre outros.

Na abertura do evento a assistente social do IPC, Lígia Borges Silva, lembrou que o Agosto Lilás é uma campanha de conscientização pelo fim da violência contra a mulher e faz referência ao aniversário da Lei Maria da Penha, instituída pela Lei nº 11.340 (de 7 de agosto de 2006), que este ano completou 16 anos. A cor lilás simboliza respeito, dignidade, devoção, piedade, sinceridade, espiritualidade, purificação e transformação. "Em 2021, uma mulher foi morta a cada sete horas, em média, vítima de feminicídio no Brasil, segundo dados do Governo Federal", destacou. 

Em seguida, assistente social da Gerência dos Direitos da Mulher (Gedim), Lucimara Rizzoli da Silva, explicou a importância desse tipo de debate, pois, a violência, muitas vezes, acontece de forma velada (com palavras ofensivas, proibições, ameaças) até chegar a consumação do crime. Por isso, a mulher deve estar atenta aos relacionamentos tóxicos e abusivos.

Um dos avanços conquistados pela mulher, foi a Lei Maria da Penha. Essa lei é uma homenagem à farmacêutica bioquímica que ficou paraplégica devido as agressões sofridas em 1983 do então marido, o economista e professor universitário colombiano Marco Antonio Heredia Viveros. Ele foi condenado e preso, mas cumpriu apenas dois anos (um terço) da pena e acabou solto em 2004. Depois desse episódio a legislação foi reformulada e, hoje, a Lei Maria da Penha é considerada legislação de referência em todo o mundo no combate à violência contra a mulher. 

"Nossa proposta é reforçar o enfrentamento da violência contra as mulheres. Por isso, abrimos espaço para esse tipo de debate tão importante para a sociedade", frisou o diretor-presidente do IPC, Aglimar Veloso Neto.
Além da palestrante, outras técnicas da Gedim. da Secretaria de Assistência Social, participaram do evento, são elas: a gerente de Direitos da Mulher, Jaciane Brive Marques, e a pedagoga Carla Suzano Lanes.

Como buscar ajuda  

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), destaca que, no primeiro momento, a vítima deve procurar a delegacia mais próxima, com o boletim de ocorrência registrado. A partir daí, a delegacia fará o encaminhamento para a equipe do Creas atendê-la. Havendo crianças envolvidas, o Conselho Tutelar será acionado.  

No Creas, por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Famílias e Indivíduos (Paefi), são ofertados atendimentos e acompanhamentos com assistentes sociais, psicólogos e assessoria jurídica.  

Os atendimentos devem ser agendados pelo telefone 3346-6320, das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira.   Denúncias de violência contra a mulher devem ser feitas pelo telefone 180, que as registra e as encaminha aos órgãos competentes. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia. Outro canal é o Disque Denúncia 181, o anonimato é garantido.

 

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